Clínica de reabilitação – a crescente procura na pandemia, como o isolamento social durante a pandemia do COVID-19 contribui para o aumento

do consumo de álcool e drogas, e como é possível conseguir tratamento em meio ao caos.

O consumo excessivo de álcool e drogas durante o isolamento social imposto pela pandemia do novo covid-19 tem preocupado a todos,

sobretudo a Organização Mundial de Saúde.

A OMS chegou a inclusive, recomendar aos países para que limitassem a venda de bebidas alcoólicas durante

a pandemia, no entanto, o Brasil, embora tenha fechado os bares

não tomou nenhuma providencia, nem mesmo políticas de restrições de vendas nesse sentido.

A OPAS ( Organização Pan-Americana da Saúde) lançou uma pesquisa sobre o consumo abusivo de álcool da população durante esse período crítico em que vivemos,

A ideia da Organização é sobretudo entender o comportamento social durante o distanciamento imposto pela pandemia do Corona Vírus.

De acordo com a OPAS essa pesquisa poderá sobretudo ajudar a planejar algumas soluções para as consequências dessas medidas

e sobretudo, conter a disseminação do novo corona vírus.

Com o fechamento de grupos de apoio como o NA (narcóticos anônimos) e o AA (alcoólicos anônimos) isolados da sociedade e

com tédio como agravante, sem fazer as atividades diárias o número de pessoas

que estavam em sobriedade a muitos anos e recaíram

foi muito grande e com isso, a procura pelo tratamento e clinicas de reabilitação em todo o mundo aumentou consideravelmente.

Além disso, outro agravante é o colapso social e financeiro que essa pandemia causou a milhares de famílias que se virão sem saída.

A frustração, o desespero e a falta do suporte (igrejas fechadas bem como os grupos de apoio) são o combo fatal para o

aumento de números de recaídas e aumento da procura por tratamento, por consequência.

As redes sociais e o aumento do consumo de álcool e drogas

Mediante ao ócio do dia a dia em isolamento social, sem exercer as atividades de praxe, com grupos de apoio fechados, grande parte da população

encontra “alívio” e “entretenimento” nas redes sociais.

No entanto, essa também é uma ferramenta que pode ser destrutiva quando falamos em dependência de álcool e outras drogas.

Entretanto, podemos utilizar essas redes para uma pesquisa rápida que ratifica os estudos que comprovam que

o aumento do consumo de álcool e drogas durante a pandemia foi muito alto.

Levando em consideração não só as pessoas que estavam em sobriedade a anos e recaíram nesse período, mas o número de pessoas

que sobretudo faziam até então uso recreativo dessas substâncias psicoativas e com o isolamento social

o aumento das doses e da frequência, desenvolveram com mais rapidez dependência absoluta de certas substâncias.

Não é difícil vermos publicações nas redes sociais, e ate mesmo lives de famosos endossando o consumo de álcool como se esse fosse

meramente um lazer, e motivo de comemoração sem mencionar os riscos.

“Testei positivo para a vontade de Beber” “SEXTOU E EU JÁ ACORDEI COM UMA LATINHA” “vou tomar uma taça poque eu mereço”

entre outras variantes, são postagens comuns a muitos amigos nas redes sociais.

De acordo com a pesquisa da FIOCRUZ (FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ)

cerca de 18% dos brasileiros que faziam uso recreativo de álcool estão bebendo mais durante a pandemia.

Nas redes sociais, no entanto, esse aumento parece ser muito maior.

O aumento de posts nas redes sociais não é coincidência, a ligação de álcool ao alívio do estresse é muito maior.

Clínica de reabilitação – a crescente procura na pandemia aumento do consumo de álcool e drogas

O álcool pode ser um grande vilão nesse momento difícil, o argumento das pessoas é de que o álcool alivia o estresse,

ajuda a lidar com a ansiedade, depressão e o medo dos dias que podem vir.

E realmente, de fato, o álcool pode trazer a sensação imediata desse alívio, mas exacerba todos os transtornos mentais.

Como por exemplo: a pessoa bebe pra dormir, mas o álcool altera o ciclo de sono, e com o tempo isso fará com que aumente

gradativamente a insônia com o passar do tempo.

O álcool pode trazer uma sensação de alívio imediato, no entanto, potencializa todos os problemas oriundos da pandemia.

Além de potencializar todos os transtornos emocionais que a pandemia diante do isolamento social provoca, o álcool ainda enfraquece o sistema imunológico,

com isso, o risco de contrair uma infecção bacteriana ou viral (como o corona vírus) é muito maior.

Como saber se o consumo de álcool e drogas já se tornou uma dependência?

A dependência química A Organização Mundial de Saúde (OMS) define como dependência química quando o estado psíquico e em alguns casos físico

oriundos da interação entre um organismo vivo e uma substância, ao qual é caracterizado por modificações sejam elas de comportamento

ou até mesmo outras reações que podem sempre incluir o impulso das pessoas em utilizar a substância de modo contínuo ou periódico.

Quando o consumo deixa de ser recreativo, quando a pessoa deixa que esse consumo atrapalhe a sua vida.

Por exemplo, deixando de fazer as coisas que realmente importa, deixando de lado compromissos relevantes, a vida em sociedade para consumir essa substância.

O passo importante é reconhecer que algo de errado está acontecendo e sobretudo, pedir ajuda.

O tratamento de dependência química, bem como o tratamento do alcoolismo, são complexos visto a complexidade da doença.

A dependência química é uma doença progressiva, incurável, porta de entrada para outras comorbidades e fatal.

É sobretudo uma doença que pode causar graves danos, tanto na esfera física, comportamental, psicológica, mental e social.

é necessário que haja um tratamento abrangente para todas essas esferas, a ideia é propor uma nova visão de vida para todos esses dependentes químicos através de

uma abordagem psicoemocional que proponha de fato uma mudança de hábitos, rotina, pensamentos, e comportamentos.

Alguns dependentes químicos, no entanto, precisam de uma abordagem mais ampla e que atinja esferas psicoemocionais